Teu olhar para o infinito
Meu sorriso enferrujado
Encontram-se como uma ponte frágil
Pra quem já quis entender o mundo
E contenta-se com uma aspirina
Pra quem já quis ir tão fundo
E não enxerga mais diferença entre as esquinas
Desejo-te sorte
Até um outro dia, outra morte
Quem sabe outra vida
Que estanque o corte
Até outro destino, outro norte
Qualquer saída...
Há quem se engane entre certezas turistas
Há quem faça a cabeça só até onde alcançar a vista
Tua bandeira rasgada
Meu livro fechado na cabeceira
Encontram-se como uma ponte nostálgica
Para quem já quis revolução
E contenta-se com as paredes da represa
Para quem já quis um coração
E tenta drogas de todas as naturezas
Desejo-te sorte
Até um outro dia, outra morte
Quem sabe uma saída
Que estanque o corte
Até outro desatino, outro norte
Qualquer outra vida
A canção do desespero ecoa e cada esquina
Vai além do que se alcança com a vista
terça-feira, 8 de abril de 2008
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