Mar de sangue pelas calçadas
Um oceano de ilusão
Querem a explicação ao vivo
Mas sequer sabem por quem bate um coração...
Pensam que é processo químico-físico
Como se fizesse sentido simplesmente andar vivo por aí...
Vitrines vendem certeza
Acúmulo de milhagens para quem não tem direção
Andam fazendo a tua cabeça
Com novidades de farmácia para ajudar a existir
Mas eu tenho fé que só é necessário oxigênio
Quem sabe um bom café e um livro em silêncio
Em um cotidiano absurdo
Sentimentos frágeis como brinquedos de camelô
Há quem teime em mergulhar raso
E se afogue sempre num shopping ensurdecedor
Eu chego em casa sempre tarde
Como quem chega a outro mundo
O olhar da minha filha que me invade
A esperança não é bonde que já passou
Eu me redescubro, uma nova arte
Reprises de fim de noite do nosso inédito amor
Lá fora elas não sabem do que eu estou dizendo
Depois de um copo de água e um pouco de silêncio
Teus olhos ainda me fazem
Acreditar que é possível um novo mundo
Que não anda escrito em jornais
E assim, iluminar fantasmas no escuro
Crer num futuro...
...onde sair de casa não irá me assustar
domingo, 27 de abril de 2008
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