sábado, 22 de março de 2008

Exata mira

A diferença entre o remédio e o veneno é a dose
Entre a esperança e a ilusão é forma como a gente se move
Esperando as montanhas mudarem de lugar
E o sol derreter ruínas
Ou caminhando em busca de novas vidas em cada esquina

Às vezes não vejo bem a diferença
Entre o bote da serpente e o bote salva-vidas
Para depois do beijo, o escarro ou a mordida?

Quem disse que o sopro vem conforme a ferida?
Ás vezes é necessário procurar o vento
Ou forçar a despedida...

Entre o surto e a sorte
O mote e a morte
O vídeo e a vida
O difícil é acertar a exata medida
Entre o azul e o azar
Agredir ou agradar
Idéias iluminadas ou iludidas
O difícil é acertar a exata mira

Qual a diferença entre tantas mentiras e ter certeza?
Sabe-se lá o poder dos deuses mitológicos da ciência...
Ou dos restos de catedrais iluminando nossas crenças
Qual a diferença entre o cálice profano
E o “cale-se” sagrado?

Às vezes não vejo bem a diferença
Entre o bote da serpente e o bote salva-vidas
Para depois do beijo, o escarro ou a mordida?

Quem disse que o sopro vem conforme a ferida?
Ás vezes é necessário procurar o vento
Ou forçar a despedida...

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